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Montenegro responsabiliza Pedro Nuno por indemnização de 16 milhões de euros aos CTT

  
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Montenegro responsabiliza Pedro Nuno por indemnização de 16 milhões de euros aos CTT

Num comício da Aliança Democrática (AD) no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, no distrito de Viseu, Luís Montenegro voltou a afirmar que o atual Governo do PS caiu porque "criou instabilidade dentro de si" e apontou Pedro Nuno Santos como o ministro que se destacou entre "todas as demissões" e "todas as trapalhadas".

"Só nos CTT, que era outra área tutelada pelo ministro Pedro Nuno Santos, os contribuintes portugueses pagaram uma indemnização de 16 milhões de euros, porque o doutor Pedro Nuno Santos enquanto ministro das Infraestruturas decidiu unilateralmente prorrogar o contrato de concessão do serviço público postal", declarou.

Luís Montenegro referiu que "depois a empresa moveu uma ação contra o Estado, foi parar a um tribunal arbitral e esta indemnização foi fixada por unanimidade, ou seja, até o próprio árbitro do Governo acabou por aceder ao pagamento de 16 milhões de euros dos impostos dos contribuintes para cobrir a incompetência do atual secretário-geral do PS".

"Estas e outras são a preparação que cada um de nós tem, estas e outras são as expressões da experiência que eu nunca quis nem vou ter", concluiu o presidente do PSD, em resposta a Pedro Nuno Santos, que o tem acusado de impreparação para o cargo de primeiro-ministro.

Antes, o presidente do PSD recordou a gestão política da TAP e o processo de escolha da localização para o futuro aeroporto da região de Lisboa e sugeriu que poderá trazer "outras coisas" do passado de Pedro Nuno Santos como ministro à campanha eleitoral para as legislativas antecipadas de 10 de março.

Montenegro diz que não se resigna com país que "deixa fugir" jovens para fora

“Não me resigno, não me conformo com um país que deixa fugir para o estrangeiro os seus jovens, aqueles que são garante da nossa capacidade de criarmos mais riqueza e, através dessa riqueza, sermos mais justos”, afirmou Luís Montenegro, que falava no Encontro Nacional de Autarcas da Aliança Democrática (AD), que decorreu no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra.

De acordo com o Observatório de Emigrações, foi entre 2012 e 2015, que se registaram os maiores níveis de emigração de portugueses, contabilizando mais de 100 mil saídas anuais, e um saldo migratório negativo, ao contrário do que se tem registado entre 2017 e 2021, em que o saldo é positivo.

Durante a sua intervenção, Luís Montenegro defendeu uma economia que cresça mais, para “criar mais riqueza”.

“Só criando mais riqueza, se vão pagar melhores salários e só pagando melhores salários será possível reter aqui os talentos que estão a escapar ano após ano”, vincou o líder da AD.

Perante um auditório cheio, Luís Montenegro reafirmou a necessidade de a AD se reconciliar com os pensionistas, criticando aqueles que acharam que essa “afirmação transporta um peso de consciência”.

O líder da AD reclamou para a direita os maiores aumentos da história nas pensões e considerou que os cortes feitos no tempo da ‘troika’ foram “por responsabilidade do PS”.

“Já eles deveriam aproveitar a oportunidade para se reconciliar com os médicos, enfermeiros, agricultores, polícias, militares, funcionários judiciais, com todos aqueles que já perderam a esperança, que já perderam a confiança”, vincou, sublinhando que o PS já teve a oportunidade de resolver os problemas dessas classes profissionais e não o fez.

Perante um ambiente efusivo no auditório, Luís Montenegro procurou também refrear os ânimos no final do seu discurso, apesar de no arranque da intervenção, ter assumido que está “mais motivado” a cada dia que passa.

“Não nos vamos deixar também influenciar por nenhum triunfalismo. Nós ainda não ganhámos nada. Eu não quero ganhar nenhuma sondagem. Eu quero ganhar as eleições de 10 de março para mudar a vida de Portugal e para mudar a vida dos portugueses”, disse.

Num discurso que durou cerca de meia hora, Luís Montenegro defendeu as propostas da AD para a saúde, nomeadamente a garantia de médico de família para todos os portugueses, numa resposta que convoca o setor social e privado, a reorganização das urgências hospitalares, assim como um programa de realização de ‘check up’ anual para grupos com maior risco, numa aposta na medicina preventiva por parte do Serviço Nacional de Saúde.

A valorização das carreiras dos professores, redução do IVA para os 6% na construção, um pacote de medidas para ajudar os mais jovens na compra de habitação, e a garantia de que nenhum pensionista ganhe menos do que 820 euros foram outras das propostas que abordou ao longo da sua intervenção no Encontro Nacional de Autarcas da AD.

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