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Emmanuel Macron avisa que Rússia se tornou "agente destabilizador do mundo"

  
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Emmanuel Macron avisa que Rússia se tornou "agente destabilizador do mundo"

Durante a conferência de imprensa com o homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky no Palácio do Eliseu, Macron recordou que “há dois anos a Rússia agrediu a Ucrânia (…) e tem estado a agredir (…) outros países através da desinformação”.

“Precisamos de um sobressalto europeu e de todos os aliados. Se vemos uma nova fase da Rússia, temos de abrir também uma nova reflexão estratégica e operacional”, declarou.

O Presidente da Ucrânia chegou ao fim da tarde a Paris e dirigiu-se diretamente para a residência oficial do seu homólogo francês, onde os dois se reuniram e assinaram um acordo bilateral de segurança, antes de falarem em conjunto à imprensa.

Macron qualificou a Rússia como “agente desestabilizador” global, acusando o Kremlin de tentar interferir não só com as eleições em França aquando a sua primeira candidatura, mas também de ameaçar outras partes do Mundo como África ou o Médio Oriente.

Referindo-se às “preocupações expressas nos últimos dias sobre a possível implantação por parte da Rússia de armas nucleares no espaço”, Emmanuel Macron considerou que “a Rússia deve, sem demora, dar explicações”.

Moscovo “ultrapassou vários limites” nos seus ciberataques cibernéticos, revelando “uma vontade de agressão”, adiantou.

Esta conferência de imprensa serviu também para os dois líderes condenarem a morte de Alexei Navalny numa prisão estatal russa, reforçando a ideia de que a Rússia está a extremar-se.

“A morte de Navalny inquietou-nos a todos e lembra-nos da forma mais trágica a realidade do regime do Kremlin. Eles prendem as pessoas, isso não é novo, […], mas a Rússia entrou numa nova fase e nós temos de ser lúcidos nisto. Uma nova fase em relação aos países europeus e também na própria Rússia, onde se instalou uma certa forma de impunidade, onde se matam os opositores”, indicou o Presidente francês.

Também morte de Navalny, acrescentou, é reveladora da “fraqueza do Kremlin e do seu medo de qualquer opositor”.

Já Volodymyr Zelensky pediu ajuda à comunidade internacional para que o Presidente russo, que apelidou de “assassino”, preste contas pelas suas ações.

“Todos os dias somos confrontados com os crimes de Putin e vamos continuar a lutar para trazê-lo perante a justiça. Vamos tentar continuar a trabalhar todos juntos para apanhar este assassino” declarou Zelensky.

Entre alguns dos pontos no acordo de cooperação bilateral de segurança assinado hoje entre a França e a Ucrânia está o compromisso francês para reforçar estruturalmente as capacidades da Ucrânia, assim como a promessa de a França fornecer uma “assistência rápida” a Kiev face a uma nova agressão russa.

Está ainda contemplado no tratado, válido por 10 anos, a Ucrânia prosseguir as reformas pedidas para a sua integração na União Europeia.

Macron, que tinha prometido voltar a Kiev no aniversário da guerra, disse que a visita à Ucrânia está marcada para o meio do mês de março, ou seja, “nas próximas semanas”.

Os dois líderes vão jantar no Palácio do Eliseu, com Volodymyr Zelensky a partir ainda esta noite para Munique, onde participa na sexta-feira na 60.ª edição da Conferência Internacional de Segurança na cidade alemã.

Eleições: Choque fiscal da direita e “choque salarial” da esquerda aquecem reta final do debate a oito

No debate com os oito partidos com representação parlamentar, na RTP, no âmbito das eleições legislativas antecipadas de 10 de março, o presidente do PSD, Luís Montenegro, em representação da Aliança Democrática (AD, que junta sociais-democratas, CDS e PPM), criticou o PS por prever um crescimento máximo de 2% nos próximos quatro anos.

“Nós queremos traçar uma trajetória de crescimento que vai desembocar em 2028 com um nível de crescimento entre os 3,4 ou 3,5%, atacando os grandes constrangimentos hoje da economia portuguesa”, propôs Montenegro, afirmando que “a fiscalidade é um constrangimento e um bloqueio” para a atração de investimento.

Sobre a descida do IRC defendida à direita, o presidente dos sociais-democratas recuou a 2014, afirmando que a coligação PSD/CDS que na altura governava com Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro, fez um acordo com o PS, liderado à época por António José Seguro, “para descer dois pontos percentuais o IRC”.

“E no final desse ano tivemos mais receita fiscal em sede de IRC, o que quer dizer que o estímulo para a economia funcionou”, sustentou.

Na resposta, o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, argumentou que, face a um “clima de incerteza” atual, os socialistas optaram por avançar com um cenário macroeconómico “com precaução” e uma estratégia orçamental “prudente”.

“O choque fiscal que a direita toda junta propõe é ineficaz”, afirmou, defendendo em contraponto um “choque salarial” desejado por outros partidos à esquerda, sustentando que gerará mais produtividade.

Depois, Pedro Nuno Santos defendeu que os socialistas têm um projeto do ponto de vista dos rendimentos mais ambicioso do que o da AD, “que projeta para 2030 chegar a um salário médio de 1.750 euros, quando hoje está no acordo de rendimentos assinado com os parceiros sociais atingir os 1.750 em 2027”.

“Vocês a escrever são bons e a fazer powerpoints também”, ironizou Luís Montenegro, num aparte.

Pedro Nuno Santos voltou a apontar ao "aventureirismo fiscal" da AD, acusando a coligação de querer levar a cabo "um rombo nas contas públicas". A esta afirmação, Montenegro respondeu ao líder socialista: "Só pode ser uma anedota".

O presidente do Chega, André Ventura, argumentou que atualmente o país já vive sob “um choque fiscal do PS”, criticando que Portugal tenha “a nona maior carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho”.

Também à direita, o líder da IL, Rui Rocha, defendeu a sua proposta de redução do IRS, considerando-a mais ambiciosa do que a do PS mas também do PSD, culpou a governação socialista pela saída de jovens do país e apontou como meta chegar a um crescimento de 4% no final da legislatura.

À esquerda, a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, criticou “o logro da direita” ao apresentar a redução do IRC como forma de fazer crescer a economia, defendendo “setores com bons salários e alta produtividade”.

“A única coisa que a direita é capaz de propor é baixar o IRC para concentrar a riqueza e não produzir mais riqueza”, criticou.

O secretário-geral do PCP, em representação da CDU (coligação PCP/PEV) considerou que em Portugal “não há um problema de falta de riqueza no país, o problema central é como é que essa riqueza é distribuída por quem a produz”.

Pelo Livre, o porta-voz Rui Tavares lamentou “a armadilha dos salários baixos em Portugal” e advogou que “não se sai desta crise com um choque fiscal”.

“Baixas no IRC na teoria económica e nos estudos empíricos que temos não nos dão garantia nenhuma de darem crescimento económico”, defendeu.

A líder do PAN, Inês Sousa Real, defendeu “a revisão dos escalões de IRS à taxa da inflação”, o alargamento do IRS Jovem por mais dois anos além do período atualmente estipulado, um ordenado mínimo nos 1.100 euros até ao final da legislatura e apelou à exploração dos potenciais da “economia verde”.

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