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Bastonário da Ordem dos Enfermeiros insiste na valorização da profissão

  
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Bastonário da Ordem dos Enfermeiros insiste na valorização da profissão

Luís Filipe Barreira falava à Lusa após uma reunião com todos os sindicatos de enfermagem na terça-feira. No encontro foram abordadas as preocupações dos enfermeiros, quer no Serviço Nacional de Saúde (SNS), quer no setor privado.

“O que ficou acordado foi fazer novas reuniões deste fórum [de enfermeiros], no sentido de encontrar estratégias comuns relativamente à questão da profissão e ter visibilidade e afirmação da profissão”, salientou.

De acordo com o responsável, as estratégias visam sobretudo a valorização dos recursos humanos e ensino da enfermagem em Portugal.

“O foco principal foi ao nível da valorização, principalmente em três aspetos fundamentais: a questão do salário, da própria carreira e das condições de trabalho. Relembro que Portugal é dos países que mais mal paga aos enfermeiros. No último relatório da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento], em 21 países, Portugal estava na 19.ª posição”, indicou.

Luís Filipe Barreira lamentou que o país esteja “sistematicamente a formar enfermeiros para a emigração”.

Na reunião de terça-feira, foram ainda discutidas a precariedade e a carência de profissionais.

“A questão dos vínculos precários também foi um assunto falado e a necessidade de aumentarmos o número de enfermeiros, (…) porque todos os dias nos chegam relatos de falta de enfermeiros, que está a atingir níveis muito preocupantes. Os enfermeiros estão em exaustão e estão no seu limite. Precisamos de contrariar isso”, observou.

Numa altura em que os portugueses se preparam para ir a eleições legislativas em 10 de março, a OE solicitou reuniões com todos os partidos com assento parlamentar, que se mostraram recetivos às preocupações dos profissionais.

“Os partidos têm tido muita recetividade àquilo que são as nossas preocupações, nomeadamente sobre a valorização dos enfermeiros. É visível para todos que, no fundo, é preciso virar a página”, realçou Luís Filipe Barreira.

Segundo o bastonário, a OE já se reuniu com a Aliança de Democrática (AD), Livre, PCP e PAN, tendo agendada para hoje uma reunião com o Chega. As forças partidárias de PS e BE ainda não responderam.

“É preciso mudar de política (…). Não conseguimos encetar nenhuma reforma na área da saúde se não tivermos os profissionais motivados e valorizados”, sustentou.

Raimundo considera decisivo reforçar a CDU para mudar rumo do país

Num dia dedicado ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a Trás-os-Montes, Paulo Raimundo foi instado a comentar o frente a frente entre os líderes do PS e PSD, que se realizou na segunda-feira à noite, e afirmou que o SNS, os seus profissionais e os salários “são os grandes perdedores desse debate”.

No frente a frente com Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos disse que, se perder as eleições, não apresentará nem viabilizará moções de rejeição do programa de um Governo liderado pelo PSD, sem se comprometer da mesma forma com um eventual primeiro Orçamento.

Para Paulo Raimundo, este é “um assunto que passa ao lado da vida das pessoas”.

“Aquilo que é fundamental é elegermos deputados que permitam uma correlação de forças na Assembleia da República para mudar o rumo que o país tem seguido”, afirmou o secretário-geral do PCP, que falava em Chaves, onde participou numa ação de rua em defesa do hospital local, onde o serviço de pediatra só funciona das 08:00 às 20:00 e está fechado ao fim de semana.

Paulo Raimundo insistiu que o caminho é “reforçar a CDU”.

“No sentido de dar mais votos, mais deputados para correlação de forças na Assembleia diferente para nós obrigarmos a responder às necessidades do SNS, do aumento dos salários, que é uma coisa estruturante para agora, não é para 2030 ou 2028, é agora que é preciso. Isto é que é decisivo”, sublinhou.

O líder comunista viajou ao passado para lembrar a noite eleitoral de 2015, em que a coligação PSD/CDS-PP ganhou as eleições, mas a CDU “virou o tabuleiro quando disse que o PS só não era governo se não quisesse”.

“Não nos esqueçamos dessa noite eleitoral. O que vai determinar é a correção de forças e o número de deputados da CDU, mais uma vez”, repetiu, considerando que seria uma hipocrisia “admitir que viabilizaria algum programa ou Governo da Aliança Democrática (AD)”.

Durante o debate entre o secretário-geral do PS e o presidente do PSD, as forças de segurança estiveram em protesto e Pedro Nuno Santos avisou que “não se negoceia sob coação”.

“Essas palavras podiam ter sido evitadas se se tivesse resolvido o problema na altura em que era preciso resolver. É preciso é resolver o problema e é possível, neste momento, abrir caminhos para resolver o problema. Aí é que eu acho que devíamos estar todos empenhados”, salientou Paulo Raimundo.

O responsável considerou que há “razões fundas e legítimas” para as forças de segurança reivindicarem e, por isso, considerou que é fundamental responder às suas necessidades, condições de trabalho e o facto de terem ficado de fora do subsídio de risco atribuído à Polícia Judiciária (PJ).

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