Golden Joker

150 anos da imigração italiana no Brasil: veja o legado e a influência do povo italiano no país

  
LIVE      

Golden Joker

150 anos da imigração italiana no Brasil: veja o legado e a influência do povo italiano no país

150 anos da imigração italiana no Brasil: veja o legado e a influência do povo italiano

O desta sexta-feira (16) celebrou os 150 anos da imigração italiana no Brasil. O programa mostrou o legado deixado em terras brasileiras pelos italianos que decidiram recomeçar a vida aqui. Veja no vídeo acima.

A foi o único país entre os industrializados que promoveu uma emigração em massa, na segunda metade do século 19. Cerca de 11 milhões de pessoas deixaram o solo italiano ao longo de décadas.

Os italianos vieram ao Brasil para trabalhar, substituindo nas fazendas de café a mão de obra escravizada. Trouxeram na bagagem um novo jeito de cultivar a terra e se espalharam também pelo nordeste e sul do Brasil.

150 anos da imigração italiana no Brasil: veja o legado e a influência do povo italiano no país — Foto: Reprodução/TV Globo

Da saída do porto de Gênova ao recomeço em terras desconhecidas

As falsas promessas feitas para que os italianos viessem para o Brasil

A emigração italiana para as Américas não teria se tornado um fenômeno de massa sem a propaganda cruel e, muitas vezes, descaradamente mentirosa.

Frei Arlindo é neto de um italiano que chegou ao Rio Grande do Sul saindo de Gênova e também foi enganado pela propaganda de riqueza, que só beneficiava os donos de navios.

"Sem dúvida porque era algo que lhe dava esperança. Porque lá na época não tinha industrialização, não tinham começado ainda, a ir para a cidade trabalhar. Eram agricultores que trabalhavam para a sobrevivência", conta Frei.

150 anos da imigração italiana no Brasil: veja o legado e a influência do povo italiano no país — Foto: Reprodução/TV Globo

Construções italianas em SP

Descubra construções em SP assinadas por mãos italianas

A professora da FAUUSP dá uma aula para os alunos de arquitetura, fazendo um tour pela capital paulista e identificando as obras onde tem o trabalho de italianos. Aliás, mesma origem da professora.

"E lembre-se que , em 1920, que está no auge, tinha em torno de 600 mil habitantes, 400 mil eram italianos", conta Beatriz.

Entre as obras mostradas aos alunos, está o primeiro arranha-céu da cidade, o Teatro Municipal e o MASP. Veja no vídeo acima.

"Os italianos estão se posicionando, na paisagem, nas artes", destaca a professora.

Construções em SP foram assinadas por mãos italianas — Foto: Reprodução/TV Globo

Mulher nasceu no navio a caminho do Brasil

Conheça a história da mulher que nasceu em navio que foi da Itália ao Brasil

Com a esperança de alcançar dias melhores, os italianos foram vencendo através de muito trabalho, mas a aventura para o desconhecido através do oceano foi o maior de todos os obstáculos. Havia os que nasciam dentro dos navios a caminho do Brasil, essa é a história de Dona Itália.

“Eu nasci entre Itália e Espanha, vindo da Itália, com dois dias de viagem eu nasci, e aí minha mãe veio grávida de mim depois de dois dias de viagem, aí ela deu a luz a duas meninas. O pessoal de lá, todo mundo ia visitar. Ganhei ouro, minha mãe chegou cheia de dinheiro", relembra.

O navio 'Biancamano' onde nasceu, primeiro berço e terra natal flutuante, levou o nome do restaurante da Dona Itália, na Bahia, para onde foram quase 500 que fundaram quatro colônias, uma delas em Jaguaquara.

Conheça a história da mulher que nasceu em um navio que partiu da Itália a caminho do Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

Agricultura inovadora trazida pelos imigrantes

Agricultura inovadora trazida pelos imigrantes — Foto: Reprodução/TV Globo

O professor Giuseppe Benedini destaca que a agricultura não teria sido a mesma sem os italianos. As técnicas de plantio trouxeram uma nova mentalidade agrícola.

"A ideia da empresa familiar. A ideia de uma associação para vender seus próprios produtos. Isso é decisivo, então não só cultivador mais também empreendedor, introduziram novas espécies, couve, o tomate", explica o professor, Giuseppe Benedini.

Saga de um homem em busca de suas origens italianas

A Saga de um homem em busca de suas origens italianas

José Sardo é um descendente de italianos em busca informação sobre os antepassados. Os ancestrais dele estavam entre os italianos que vieram em um navio que chegou a em 1836. Ele e mais uma centena de imigrantes fundaram a colônia nova Itália, nas margens do rio das Tijucas Grandes, em Santa Catarina.

Quase 200 anos depois, José Sardo e a filha Rosana ainda buscam pistas da história de suas próprias vidas. Os registros do navio se perderam. Mas José Sardo não desiste de procurar. O sonho deles é conhecer os parentes italianos.

"É abraçar aquelas pessoas e dizer assim: já que não puderam nunca se encontrar no passado. E quanto que eles choraram de saudade, quanto de tristeza passaram, deixar a terra natal, deixar parente, deixar pai, mãe e saber que era uma despedida pra sempre. Hoje a gente poder se encontrar e se familiarizar de novo".

Saga de um homem em busca de suas origens italianas — Foto: Reprodução/TV Globo

Na tentativa de ajudar José Sardo a encontrar algum descente da família, o foi até a cidade de Parodi, na Ligúria. Mas eles também saíram dali e não há nenhum registro dos Sardo nos dias atuais.

Apesar disso, são feitas imagens de algumas casas antigas, que podem ser semelhantes às que existiam no tempo dos antepassados de José, que ficou emocionado ao ver os registros. Veja no vídeo acima.

Veja a íntegra do programa abaixo:

Globo Repórter: a Itália é aqui - 16/02/2024

7 vídeos Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

EUA anunciam 53 milhões de dólares em ajuda humanitária para Gaza e Cisjordânia

A administradora da USAID, Samantha Power, indicou que grande parte do dinheiro se destinará a programas alimentares, através do Programa Alimentar Mundial (PAM) e de organizações internacionais não-governamentais.

“Mas essa ajuda tem de chegar às pessoas necessitadas. E, neste momento, é necessário resolver os obstáculos burocráticos e os atrasos nas inspeções [e] o número de pontos de acesso a Gaza tem de ser significativamente aumentado”, sublinhou.

Power afirmou também que os trabalhadores humanitários que estão na Faixa de Gaza têm de “ser protegidos” e poder fazer o seu trabalho “sem serem alvejados e mortos”.

Este pacote de 53 milhões de dólares (48,8 milhões de euros) eleva para 180 milhões de dólares (165,8 milhões de euros) a ajuda que os Estados Unidos da América (EUA) enviaram para os territórios palestinianos desde que Israel iniciou a sua ofensiva à Faixa de Gaza, em outubro do ano passado.

Desde que a guerra começou, a Casa Branca pediu ao Congresso a aprovação de um pacote de 14.000 milhões de dólares (12.900 milhões de euros) em ajuda militar para Israel, um projeto que está retido no poder legislativo, porque está ligado a outros 60.000 milhões de dólares (55.200 milhões de euros) de ajuda militar para a Ucrânia.

A 07 de outubro, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) — desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel — realizaram em território israelita um ataque de proporções sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.163 mortos, na maioria civis, e cerca de 250 reféns, 130 dos quais permanecem em cativeiro, segundo o mais recente balanço das autoridades israelitas.

Em retaliação, Israel declarou uma guerra para “erradicar” o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre ao norte do território, que depois se estendeu ao sul.

A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 144.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza cerca de 29.900 mortos, mais de 70.000 feridos e 8.000 desaparecidos, na maioria civis, de acordo com o último balanço das autoridades locais.

O conflito fez também quase dois milhões de deslocados (mais de 85% dos habitantes), mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com toda a população afetada por níveis graves de fome que já está a fazer vítimas, segundo a ONU.

Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios ocupados pelo Estado judaico, mais de 400 palestinianos foram mortos desde 07 de outubro pelas forças israelitas e em ataques perpetrados por colonos, além de se terem registado mais de 3.000 feridos e 5.600 detenções.

Número de queixas por agressões a profissionais de saúde diminuí. 1036 queixas foram registadas em 2023
Golden Joker Mapa do site

1234