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Pedro Nuno Santos "se ficar em segundo" admite viabilizar governo da AD sem obter reciprocidade de Montenegro

  
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Pedro Nuno Santos "se ficar em segundo" admite viabilizar governo da AD sem obter reciprocidade de Montenegro

Estas posições foram assumidas no debate com os candidatos de todos os partidos com representação parlamentar, emitido pela RTP, que decorre no campus da universidade Nova SBE, em Carcavelos, e que durante alguns minutos foi interrompido por protestos de ativistas climáticos.

Instado a esclarecer a sua posição face a cenários pós-eleitorais, Pedro Nuno Santos afirmou que o PS governará se ganhar as legislativas antecipadas de março “com maioria absoluta”, se ganhar “com maior relativa mas conseguir encontrar uma maioria absoluta parlamentar, nomeadamente à esquerda”, se ficar em segundo mas conseguir também uma maioria parlamentar à esquerda ou ainda se “se ganhar as eleições num quadro de maioria de direta”, caso o PSD não o inviabilize.

“O PS não governará se ficar em segundo no quadro de uma maioria de direita, mas mesmo nesse cenário não criará nenhum impasse constitucional e, portanto, não apresentará nem viabilizará nenhuma moção de rejeição”, frisou.

Já o presidente do PSD, Luís Montenegro, voltou a não dizer se, em caso de derrota, aceitará viabilizar um governo minoritário do PS, tendo sido acusado por Pedro Nuno Santos de se “esconder atrás de um biombo com medo de dizer o que vai fazer”.

Montenegro recusou “perder tempo com cenários políticos” e repetiu que só será primeiro-ministro “se vencer as eleições”, dizendo que já foi claro quanto à sua política de alianças — na qual se recusa a integrar uma solução com o Chega.

“Estou focado em dar resposta aos problemas das pessoas”, insistiu.

Antes de ato na Paulista, Temer foi ao STF levar promessa de Bolsonaro de não atacar ministros

Bolsonaro durante ato na Avenida Paulista, no domingo, 25 de fevereiro. — Foto: Reprodução

O ex-presidente foi escalado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para antecipar ao Supremo Tribunal Federal que ele se comprometia a não fazer ataques à corte ou a seus ministros durante o discurso que faria -- e fez--

Segundo relatos de integrantes do Supremo, Temer os procurou pessoalmente dizendo que Bolsonaro estaria ciente dos riscos de resvalar para uma fala anti-institucional e que podia garantir que o quadro do PL baixaria no tom e falaria, inclusive, em "pacificação".

Temer foi chamado e pegou um avião exclusivamente para falar com o ex-presidente. É a segunda vez que o emedebista é acionado por Bolsonaro em momento de crise.

Em 2021, depois do ato do 7 de setembro em que-- o que é crime --, Temer foi chamado pelo então presidente ao Planalto e

Como se sabe, a trégua retórica do ex-presidente, na ocasião, não durou muito.

Michel Temer passou a faixa da Presidência da República para Jair Bolsonaro — Foto: Marcos Corrêa/PR

Na Paulista neste domingo, Bolsonaro manteve o que havia sido sinalizado por Temer ao Supremo. Mas qual o resultado prático disso? Nenhum. As provas, informam integrantes da corte, os vídeos de reunião de cunho golpista, os áudios, as mensagens e as minutas que precedem o 8 de janeiro de 2022 não desaparecem nem pelo tom mais moderado do ex-presidente nem pelo fato de ele ter juntado milhares de pessoas na Paulista.

Para especialistas em marketing político ouvidos pelo blog, Bolsonaro se reafirmou como um cabo eleitoral importante, o que não é novidade para os que o acompanham e, principalmente almejam seu apoio, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Ao mesmo tempo, a foto do palanque vip do evento também evidencia que está aberta a temporada de caça ao espólio eleitoral do ex-presidente. Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO) são os governadores cotados para correr pela direita em substituição ao ex-presidente inelegível em 2026.

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