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GNR deteta deposição ilegal de resíduos em Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo

  
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GNR deteta deposição ilegal de resíduos em Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo

Em comunicado, a GNR explica que os elementos do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento Territorial do Montijo, no distrito de Setúbal, realizaram várias ações de fiscalização na sequência de denuncias relativas à deposição ilegal de resíduos.

No decorrer das ações, detetaram 12 locais onde tinham sido depositados resíduos, entre os quais se encontravam resíduos perigosos, nomeadamente, telhas de amianto.

Em declarações à agência Lusa, o Comandante do Destacamento Territorial do Montijo, capitão Dinarte Santos, adiantou que os resíduos foram encontrados em vários caminhos de terra, junto a zonas de mato e, nalguns casos, próximo de zonas com atividade industrial.

No seguimento da ação de fiscalização, adianta a GNR, estão a ser desenvolvidas diligências para minimizar os efeitos causados por estes resíduos e notificadas as entidades responsáveis pelas infrações.

As autoridades aguardam ainda a retirada dos resíduos e o seu encaminhamento para locais onde serão tratados adequadamente, evitando e reduzindo o risco de contaminação do solo.

O valor das coimas nestes casos, segundo a GNR, poderá alcançar um máximo de 5.000.000 euros, em caso de dolo.

O amianto é uma fibra natural proveniente de vários minerais e a sua perigosidade para a saúde reside na inalação das suas fibras.

De acordo com a GNR, a presença de amianto num edifício não constitui, por si só, um risco para a saúde, estando o perigo associado à danificação de materiais que o contêm, pelo potencial de libertação de fibras, inalação e posterior alojamento nos pulmões.

A Guarda Nacional Republicana alerta para o facto de a remoção, transporte e armazenamento dos materiais com amianto ter de ser feita por especialistas, obedecendo a um conjunto de requisitos obrigatórios.

PF já tem provas necessárias contra Câmara e vê tentativa de tumultuar investigação

Defesa de Marcelo Câmara diz não pôde acompanhar cliente em depoimento

A Polícia Federal (PF) já tem provas suficientes contra o coronel do Exército Marcelo Câmara, ex-assessor de (PL), . A defesa não compareceu ao depoimento e Câmara exerceu o direito de ficar em silêncio. Ele não será intimado novamente pois os investigadores acreditam que já possuem provas suficientes contra ele, e que o fato de ter ficado em silêncio o fez perder a oportunidade de se defender.

A PF afirma que ele foi intimado com antecedência e que a ausência da defesa é uma tentativa de tumultuar a investigação. Câmara tem vários advogados vinculados ao processo e nenhum deles compareceu ao depoimento. Um destes advogados de defesa, Eduardo Kuntz, foi até a PF, em Brasília, para o depoimento, mas ficou presente no interrogatório de outro cliente marcado para o mesmo horário.

No caso, ele foi ao depoimento de Tércio Arnaud, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”. , vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Kuntz, que defende os dois, afirmou que, quando acabou o depoimento de Arnaud, pediu que fosse levado até o Câmara e foi informado que ele já tinha deixado a PF. "Não é possível que ele foi embora. Ele está preso, quer responder às perguntas para que tenha mais argumento para o ministro [do STF] Alexandre de Moraes verificar a desnecessidade de sua prisão", disse em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.

Segundo Kuntz, o objetivo era que Câmara respondesse a todos os questionamentos e que não houve orientação para que ele ficasse em silêncio. "A orientação era que, assim como com o Tércio [Arnaud], responderíamos a todas as perguntas e queremos responder a todas as perguntas possíveis para deixar clara a participação dele e para que ele tenha sua liberdade concedida".

A defesa pede um novo depoimento de Câmara.

Coronel Marcelo Câmara foi assessor especial de Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução

A oitiva de Câmara estava marcada previamente para 14h30, horário em que o advogado não compareceu. Por volta de 16h30, Câmara foi chamado para ser ouvido e, como estava sem advogado, exerceu o direito de permanecer em silêncio.

Para a PF, causa estranheza que Câmara e Arnaud tenham o mesmo advogado pois os interesses e a defesa deles são conflitantes.

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