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Operação contra o tráfico no RJ termina com 9 suspeitos mortos

  
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Operação contra o tráfico no RJ termina com 9 suspeitos mortos

Operação para impedir o avanço de uma das maiores facções do tráfico do país termina com 9 suspeitos mortos no Rio

A polícia do fez uma . Moradores acordaram ao som de tiroteios;

Fogo nas ruas pra tentar impedir a passagem da polícia. Policiais civis e militares entraram nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, e em outras comunidades da região metropolitana antes do amanhecer.

O cerco era para prender chefes da facção Comando Vermelho. Segundo as investigações, esses bandidos disputam território com milicianos e outros traficantes, provocam terror.

Logo cedo, os confrontos impediram a circulação de 15 linhas de ônibus. A garagem de uma dessas empresas foi alvo de tiros e motoristas buscaram abrigo.

"A bala tá comendo, hein!" Sai daí, sai daí. Abaixa aí", diz uma pessoa em imagens que mostram funcionários do local abaixados e se escondendo.

Garagem de empresa de ônibus foi alvo de tiros — Foto: JN

Moradores não conseguiram chegar aos compromissos do dia.

"Fecharam. Moradores andando a pé porque não está passando ônibus", relata um deles em imagens.

"Minha filha tinha um agendamento muito importante em outro bairro. Perdi uma vaga que eu estava esperando há muito tempo", conta moradora.

"O meu filho não entende muito, queria que eu levasse a qualquer custo. Está aqui todo mundo em casa. Tudo desorganizado, a rotina", lamenta mãe.

Antes da chegada dos policiais, , e deram ordens para tentar impedir o avanço da polícia.

"Óleo mais tarde, assim que a madruga começar", diz uma das mensagens trocadas.

O comando da PM nega que as informações tenham vazado.

"É normal que esse monitoramento pelas comunidades aconteça em relação à movimentação da . Então, assim, tanto que a gente entende que não houve vazamento pelo intenso confronto que nós tivemos em algumas regiões das operações. Mas a movimentação foi muito grande, nós mobilizamos um efetivo, mobilizamos e movimentamos efetivo a noite toda, a madrugada toda, e isso, com certeza, desperta atenção das diversas comunidades que a gente tem no Rio de Janeiro", afirma o coronel Luiz Henrique Marinho Pires, secretário da PM-RJ.

Algumas das apreensões feitas pela polícia — Foto: JN

Nenhum chefe do tráfico foi encontrado. Cinco criminosos ligados à facção foram presos e dois menores apreendidos. Os agentes apreenderam sete fuzis e três pistolas, além de rádios comunicadores, drogas e também uma moto e três carros roubados.

Segundo a PM, nove suspeitos morreram; quatro deles em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para onde tinham fugido.

Durante o tiroteio intenso, uma bala entrou pela janela de um apartamento e parou num lugar que deveria ser apenas de tranquilidade: o travesseiro.

"Quando eu ouvi um estalo, minha janela de estilhaçou. Vários pedaços de vidro em cima do meu travesseiro, onde eu estava deitada, e era essa bala. Um terror, isso é um horror", lamenta moradora do local.

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Luís Montenegro, o Polígrafo e a mentira repetida sobre os cortes de pensões

A imagem do secretário-geral do Partido Socialista (PS) a mostrar perante as câmaras um artigo do Polígrafo que desmentia Luís Montenegro no que respeita à acusação de que o PS cortou mil milhões de euros em pensões no ano de 2022 foi um dos momentos mais tensos do debate que opôs os dois candidatos a suceder a António Costa na liderança do Governo.

Aconteceu precisamente ao minuto 70, quando Montenegro decidiu repetir uma mentira que já veiculara pelo menos duas vezes durante esta campanha eleitoral: "(...) Foi o PS que inscreveu o corte de pensões no memorando da troika. Como aliás fez em 2022, portanto mil milhões de euros ao sistema de pensões, arrependendo-se em 2023..."

Face à exibição, por parte do líder do PS, do fact-check intitulado "Montenegro, desvalorizou: "Está a trazer o Polígrafo, não é? Sabe, está muito dependente dessas coisas..." Resposta de Pedro Nuno Santos: "De quê? Da mentira?" Réplica do líder do PSD: "Essa informação está errada (...) O dr. António Costa retirou meia pensão a todos os pensionistas e decidiu atualizar para 2024 as pensões em metade daquilo que era o critério que a lei prevê (...) o corte foi de mil milhões de euros. Os pensionistas sofreram um corte e depois uma reposição. A reposição só existe porque o corte existiu."

Depois da notória comprovação da falsidade das suas declarações, Luís Montenegro poderia não ter insistido no tema; poderia não o utilizar como arma de arremesso político, afastando-o do debate mais importante desta campanha eleitoral. Em vez disso insistiu, desta vez perante uma audiência de quase 2,8 milhões de espectadores.

Ora, os políticos têm todo o direito às suas opiniões, mas não aos seus factos. E sobre este assunto, os factos são os que se seguem:

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