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‘Nossa legislação hoje faz o crime compensar’, diz Castro

  
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‘Nossa legislação hoje faz o crime compensar’, diz Castro

Evento 'Pacto pelo Rio' debate desafios para cidade e estado

O governador (PL) voltou a defender maior rigidez na legislação penal em um seminário no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (23).

“Infelizmente, a nossa legislação hoje faz o crime compensar. O bandido pego com um fuzil pega 6 ou 7 anos de cadeia, e em 2 anos está na rua”, declarou.

“Temos um problema grave em que facções criminosas, com crimes que se assemelham ao terrorismo, são tratadas como crimes comuns”, emendou.

“O que nós temos visto aqui são situações análogas à de terrorismo: queimam ônibus, colocam barreiras para que a polícia não entre”, exemplificpou.

Castro foi um dos convidados do Pacto pelo Rio, da Fundação Getúlio Vargas (), em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), que reuniu representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário para debater como combater a criminalidade.

Cláudio Castro, Arthur Lira, Gilmar Mendes e Paulo Gonet no seminário Pacto pelo Rio — Foto: Cristina Boeckel/g1

Castro também brincou sobre “puxões de orelha” como os do ministro , do Supremo Tribunal Federal (), que estava presente no painel de abertura. “Só o meu WhatsApp sabe.”

“São debates muito produtivos, que têm levado a gente a uma profunda reflexão”, prosseguiu o governador.

“Estamos ajudando a União no que deveria ser dela, que é o combate ao tráfico e às milícias. É fundado até porque são crimes federais: tráfico de arma, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro”, destacou.

“Mas eu não tenho dúvida, ministro Gilmar Mendes, de que esses números [da segurança pública] estão melhorando”, emendou.

‘Home-office do crime’

Antes de Castro discursar, Gilmar falou justamente em uma reforma do sistema carcerário.

“Não é preciso dizer para pessoas no Rio de Janeiro, como tem repetido o hoje ministro Raul Jungmann, que as nossas prisões são o home-office do crime. Então, é preciso que tenhamos uma discussão racional sobre esse nosso modelo penitenciário e esse nosso modelo punitivo e prisional. Também não é preciso ter um olhar exclusivamente pessimista”, disse Mendes.

O decano do STF fez referência a uma fala de Raul Jungmann, por conta da atuação de facções criminosas dentro do cárcere.

Gilmar Mendes lembrou ainda a importância de que pessoas que tenham cometido crimes de menor potencial ofensivo não entrem em contato com o crime organizado nas cadeias.

“Faz se necessário superar a cultura do encarceramento, impedindo que condenados por crimes de menor expressão sejam expostos à dinâmica ou que se desenvolvem as organizações criminosas, muitas delas instaladas como se sabe, dentro do sistema prisional”, pontuou.

Outros discursos

O procurador-geral da República, , afirmou que combate ao crime organizado deve ser feito de forma ampla e lembrou que muitos problemas do estado acabam se replicando no resto do país.

“Para combater o crime, efetivamente, temos que nos unir em todos os ramos do Ministério Público, temos que nos unir ao Legislativo e temos que ter um diálogo com a sociedade civil”, declarou.

O presidente da Câmara dos Deputados, , disse que a violência ataca direitos básicos do cidadão brasileiro e que o Legislativo tem papel importante no combate ao crime.

“Geralmente, quando acontece algo que nos choca, o que chega na minha mesa são dezenas e dezenas de projetos de lei pedindo aumento de pena”, disse. Ele falou que atualizar as leis é importante, mas, sozinha, não é uma medida eficaz.

Lira afirmou ainda que é preciso ter um olhar sobre o Rio de Janeiro não apenas por ser a segunda maior cidade do país, mas a principal vitrine para o exterior.

“Toda política pública bem-sucedida para o Rio de Janeiro se dissemina de maneira eficaz para todo o país”.

Operação traz para o Brasil micos-leões-dourados e araras-azuis traficados para África

Araras-azuis repatriadas após serem traficadas para África. — Foto: Divulgação/Ibama

O governo federal repatriou nesta segunda-feira (26), 29 animais silvestres traficados que estavam a caminho de Benin, na África. Os 17 micos-leões-dourados e as 12 arraras-azuis-de-lear foram apreendidos numa embarcação que saiu do Brasil e já estava no Togo, país da África Ocidental.

A captura foi feita pelo governo do Togo no dia 13 de fevereiro, em Lomé, capital do país africano. Os animais estavam em um veleiro de bandeira brasileira, abordado por policias locais após apresentar problemas na costa africana.

Na ocasião, quatro homens foram presos pelas autoridades: um uruguaio, um surinamês, um brasileiro e um togolês.

Polícia localiza carro usado por criminosos que mataram PM e a filha dele, de 19 anos, na Vila Medeiros, Zona Norte de SP
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