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EUA dizem não concordar com fala de Lula comparando ofensiva de Israel em Gaza ao Holocausto

  
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EUA dizem não concordar com fala de Lula comparando ofensiva de Israel em Gaza ao Holocausto

EUA: Não concordamos com a declaração de Lula

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos (órgão equivalente ao Ministério de Relações Exteriores), Matthew Miller, afirmou nesta terça-feira (20) que os EUA não concordam com a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disse —o extermínio de judeus na Segunda Guerra Mundial.

"Nós já fomos bastante claros ao dizer que não acreditamos que houve um genocídio na Faixa de Gaza. Queremos que o conflito acabe o mais rápido possível. Queremos que aumente a assistência humanitária para os civis. Mas não concordamos com esses comentários", disse Miller.

Ele afirmou que os EUA e o Brasil se envolvem em conjunto em diversas questões e que isso não vai mudar.

Ministro de Israel voltou ao tema

O Ministério de Relações Exteriores de Israel voltou ao tema da fala de Lula. Em um post em português nas redes sociais nesta terça-feira (20), o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, classificou a comparação feita por Lula de "promíscua e delirante", e reafirmou que Lula "continuará sendo persona non grata em Israel" até que se desculpe.

"Presidente do Brasil @LulaOficial, milhões de judeus em todo o mundo estão à espera do seu pedido de desculpas. Como ousa comparar Israel a Hitler? É necessário lembrar ao senhor o que Hitler fez? Levou milhões de pessoas para guetos, roubou suas propriedades, as usou como trabalhadores forçados e depois, com brutalidade sem fim, começou a assassiná-las sistematicamente. Primeiro com tiros, depois com gás. Uma indústria de extermínio de judeus, de forma ordeira e cruel", diz um trecho da mensagem.

Em outro trecho, o ministro defende a ação em Gaza:

"Israel embarcou numa guerra defensiva contra os novos nazistas que assassinaram qualquer judeu que viam pela frente. Não importava para eles se eram idosos, bebês, deficientes. Eles assassinaram uma garota em uma cadeira de rodas. Eles sequestraram bebês. Se não tivéssemos um exército, eles teriam assassinado mais dezenas de milhares".

Por fim, conclui:

Que vergonha. Sua comparação é promíscua, delirante. Vergonha para o Brasil e um cuspe no rosto dos judeus brasileiros. Ainda não é tarde para aprender História e pedir desculpas. Até então - continuará sendo persona non grata em Israel!"

Lula é declarado 'persona non grata' em Israel

", em pronunciamento em hebraico ao lado do embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer.

Mais de entre Israel e Hamas, que começou no início de outubro de 2023, após o grupo terrorista ter invadido o território israelense.

O é um instrumento jurídico utilizado nas relações internacionais para indicar que um representante oficial estrangeiro não é mais bem-vindo. O termo foi descrito no artigo 9 da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas.

Ministro israelense diz que palavras de Lula 'são uma vergonha e uma desgraça'

No final da semana, Lula classificou como "genocídio" e "chacina" a resposta de Israel na Faixa de Gaza aos ataques terroristas promovidos pelo Hamas no início de outubro. Ele comparou a ação israelense ao extermínio de milhões de judeus pelos nazistas chefiados por Adolf Hitler no século passado (veja vídeo abaixo).

"O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus", disse Lula.

O petista fez a afirmação após ser questionado sobre a decisão de (UNRWA, na sigla em inglês) — entenda mais abaixo o que está acontecendo com a agência.

Lula deu as declarações durante entrevista em Adis Abeba, na Etiópia, onde participou nos últimos dias da 37ª Cúpula da União Africana e de reuniões bilaterais com chefes de Estado do continente.

Lula compara guerra em Gaza com ações de Hitler

Embaixador convocado

No domingo (18), Netanyahu disse que decidiu sobre a fala de Lula.

Em uma rede social, o premiê declarou que a afirmação banaliza o Holocausto – genocídio promovido na Segunda Guerra Mundial contra cerca de seis milhões de judeus.

"Comparar Israel ao Holocausto nazista e a Hitler é ultrapassar uma linha vermelha. Israel luta por sua defesa e garantia do seu futuro até a vitória completa", declarou Netanyahu.

Sede da UNRWA na Faixa de Gaza. Entidade também está presente na Cisjordânia, Síria, Líbano e Jordânia — Foto: Picture alliance/dpa/APA/ZUMA Press Wire

O que está acontecendo com a UNRWA?

Alguns funcionários da Agência das Nações Unidas de assistência aos palestinos (UNRWA) foram acusados no final de janeiro de estarem envolvidos no ataque do Hamas, em Israel, em 7 de outubro de 2023. O porta-voz do governo israelense, Eylon Levy, afirmou que o lugar é uma fachada para o grupo terrorista.

"A agência foi comprometida de três maneiras: contratando terroristas em massa, deixando suas instalações serem usadas para atividades militares do Hamas e se apoiando no Hamas para a distribuição da ajuda na Faixa de Gaza", afirmou.

À época, a agência afirmou que os funcionários foram demitidos enquanto uma investigação é feita. Segundo o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, um relatório preliminar da equipe de auditoria será apresentando até o final de março, com entrega de um relatório definitivo até o final de abril, que será público.

Após a acusação, dez dos principais países financiadores da agência suspenderam temporariamente suas doações à entidade: Alemanha, EUA, Austrália, Japão, Itália, Holanda, Canadá, Finlândia, Suíça e Reino Unido.

Um porta-voz da agência também disse que se o financiamento não for retomado, a UNRWA conseguirá prestar seus serviços em toda a região, incluindo Gaza, até fevereiro.

A UNRWA, criada em 1949 após a primeira guerra árabe-israelense, oferece serviços que incluem educação, cuidados primários de saúde e ajuda humanitária aos palestinos em Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Síria e Líbano.

Um dos suspeitos da morte de adepto junto ao Estádio do Dragão garante estar inocente

“Estou inocente. Todos os dias quando me deito lembro-me que posso ser penalizado por algo que não fiz”, disse Diogo Meireles, acusado de homicídio qualificado juntamente com mais seis homens, perante o coletivo de juízes do Tribunal São João Novo, no Porto.

A cumprir pena de prisão à ordem de outro processo, o arguido, de 26 anos, referiu ter todo o interesse em dizer a verdade, falando sem qualquer problema sobre o que sabe, porque também quer perceber o que se passou na noite do crime dado ser amigo de Igor Silva, vítima mortal.

Numa sessão marcada pelo visionamento dos vídeos da noite do crime, Diogo Meireles contou que não viu Igor Silva a ser esfaqueado, visto que, quando chegou perto já o viu no chão, ficando convencido de que estava morto dado o seu estado.

Apresentando uma versão dos factos confusa, o arguido lamentou a perda de uma vida humana.

Além de Diogo Meireles, uma outra arguida, suspeita de ofensas à integridade física, contou aos juízes do coletivo que a vítima mortal perseguia os seus filhos, ambos arguidos neste processo - um por homicídio qualificado e outro por ofensas à integridade física – e nunca percebeu o porquê.

Já quanto àquilo que se passou na noite do crime, e num depoimento com contradições face ao que foi relatado por outros arguidos na quinta-feira quando arrancou o julgamento, a suspeita assumiu ter-se envolvido em confrontos com uma outra mulher depois de esta lhe ter puxado os cabelos.

A arguida aproveitou ainda para pedir perdão à família da vítima mortal porque ninguém merece um desfecho destes – morte de um familiar.

Este julgamento, com testemunhas arroladas, tem sete arguidos acusados de homicídio qualificado, três de ofensas à integridade física de uma jovem e um de detenção de arma proibida.

Segundo a acusação, consultada pela Lusa, desde o início de 2022 que cinco dos 11 arguidos, três dos quais acusados de homicídio qualificado e em prisão preventiva, mantinham um clima de conflito com a vítima motivado por agressões entre eles e familiares.

A 08 de maio de 2022, cerca das 02:00, durante os festejos do título de campeão nacional de futebol conquistado pelo FC Porto, alguns dos arguidos envolveram-se numa acesa troca de palavras com a vítima mortal, junto ao Estádio do Dragão, sustenta.

E, acrescenta a acusação, motivados por um desejo de vingança, alguns dos suspeitos perseguiram, manietaram e agrediram Igor Silva com o propósito de lhe tirar a vida, agredindo-o a socos, murros e pontapés e usando uma faca com uma lâmina de cerca de 15 a 20 centímetros.

Nessa sequência, a vítima mortal foi esfaqueada várias vezes em diferentes partes do corpo e, apesar de ainda ter sido transportada para o Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, acabou por morrer, refere.

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