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Conselho Nacional da CGTP eleito com 98% dos votos

  
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Conselho Nacional da CGTP eleito com 98% dos votos

Dos 720 delegados ao congresso, votaram 630, dos quais 618 a favor, tendo sido registados nove votos brancos e três nulos.

Dos 147 dirigentes eleitos para o Conselho Nacional, 39 integram este órgão pela primeira vez.

O novo Conselho Nacional da CGTP vai reunir-se de imediato, para eleger a Comissão Executiva, que é composta por 29 elementos, dos quais oito são também uma novidade.

De seguida, é eleito o novo secretário-geral que deverá ser Tiago Oliveira, coordenador da União de Sindicatos do Porto, substituindo no cargo Isabel Camarinha.

O Conselho Nacional da CGTP é constituído por 147 membros, eleitos de quatro em quatro anos pelo congresso.

A este órgão compete dirigir e coordenar a atividade da CGTP, assegurar a direção político sindical da intersindical e desenvolver a ligação entre as associações sindicais e os trabalhadores, entre outras funções.

Além de Isabel Camarinha, deixam a Comissão Executiva da CGTP devido ao limite de idade Mário Nogueira (líder da Fenprof – Federação Nacional dos Professores), Libério Domingues (ex-coordenador da União de Sindicatos de Lisboa), José Manuel Oliveira (coordenador da Fectrans – Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações) e Vivalda Silva (dirigente do STAD – Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas).

A Comissão Executiva da CGTP anunciou no dia 19 que vai propor Tiago Oliveira para suceder a Isabel Camarinha no cargo de secretário-geral da intersindical.

A CGTP tem uma regra que impede os sindicalistas de se candidatarem a um novo mandato quando têm a perspetiva de atingir a idade de reforma nos quatro anos seguintes.

Mais de 400 pessoas detidas na Rússia em homenagens a Navalny

A morte súbita de Navalny, aos 47 anos, foi um golpe para muitos russos, que tinham depositado as suas esperanças para o futuro no inimigo mais feroz do Presidente Vladimir Putin.

Navalny manteve-se firme na sua crítica implacável ao Kremlin, mesmo depois de ter sobrevivido a um envenenamento por um agente nervoso e de ter sido condenado a várias penas de prisão.

A notícia da sua morte repercutiu-se em todo o mundo e, na sexta-feira e no sábado, centenas de pessoas em dezenas de cidades russas acorreram com flores e velas a memoriais e monumentos improvisados em homenagem às vítimas da repressão política.

Em mais de uma dúzia de cidades, a polícia deteve 401 pessoas até à noite de sábado, de acordo com o grupo de defesa dos direitos humanos OVD-Info, que acompanha as detenções políticas e presta assistência jurídica.

Segundo o grupo, foram efetuadas mais de 200 detenções em São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia.

Entre os detidos encontra-se Grigory Mikhnov-Voitenko, um sacerdote da Igreja Ortodoxa Apostólica – um grupo religioso independente da Igreja Ortodoxa Russa – que anunciou nas redes sociais planos para realizar uma cerimónia em memória de Navalny.

Mikhnov-Voitenko foi detido no sábado de manhã à porta de sua casa, acusado de organizar uma manifestação, e foi colocado numa cela de detenção numa esquadra da polícia, mas mais tarde foi hospitalizado com um AVC, informou o OVD-Info.

Os tribunais de São Petersburgo ordenaram que 42 das pessoas detidas na sexta-feira cumprissem de um a seis dias de prisão, enquanto nove outras foram multadas, disseram no sábado funcionários do tribunal.

Em Moscovo, pelo menos seis pessoas foram condenadas a cumprir 15 dias de prisão, segundo o OVD-Info.

Uma pessoa também foi presa na cidade de Krasnodar, no sul do país, e outras duas na cidade de Bryansk, informou o grupo.

A morte de Navalny aconteceu um mês antes das eleições presidenciais na Rússia, que deverão permitir mais seis anos no poder ao Presidente Vladimir Putin.

As dúvidas sobre a causa da morte persistiam hoje e não se sabia quando é que as autoridades iriam entregar o corpo à família.

A equipa de Navalny afirmou no sábado que o político foi assassinado e acusou as autoridades de atrasarem deliberadamente a libertação do corpo, tendo a mãe e os advogados de Navalny recebido informações contraditórias de várias instituições onde se deslocaram para recuperar o corpo.

“Tudo ali está coberto por câmaras na colónia [penal]. Cada passo que ele deu foi filmado de todos os ângulos durante todos estes anos. Cada empregado tem um gravador de vídeo. Em dois dias, não houve uma única fuga de informação ou publicação de um vídeo. Não há espaço para incertezas aqui”, disse hoje o aliado mais próximo e estratega de Navalny, Leonid Volkov.

Uma nota entregue à mãe de Navalny afirma que ele morreu às 14:17 de sexta-feira.

Os funcionários da prisão disseram no sábado à mãe do opositor russo que o filho tinha morrido de “síndrome de morte súbita”, escreveu Ivan Zhdanov, diretor da Fundação Anticorrupção de Navalny, na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter.

Navalny estava preso desde janeiro de 2021, quando regressou a Moscovo após ter recuperado na Alemanha do envenenamento por um agente nervoso, que atribuiu ao Kremlin.

Recebeu três penas de prisão desde a sua detenção, por uma série de acusações que rejeitou, considerando que na realidade tinham motivações políticas.

Após o último veredicto, que lhe aplicou uma pena de 19 anos, Navalny disse que compreendia que estava “a cumprir uma pena de prisão perpétua”, que se media pela duração da sua vida ou pela duração da vida do regime.

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