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Joe Biden reuniu-se com viúva e filha de Navalny em São Francisco

  
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Joe Biden reuniu-se com viúva e filha de Navalny em São Francisco

Num comunicado, a Casa Branca sublinha que, durante o encontro, que decorreu sem a presença da imprensa, o Presidente norte-americano “expressou sinceras condolências”.

Biden, que está a fazer campanha na Califórnia desde terça-feira, também manifestou às duas mulheres a sua “admiração pela extraordinária coragem” do opositor russo e pela “sua luta contra a corrupção e por uma Rússia livre e democrática”.

Dasha Navalnaya é uma estudante da Universidade de Stanford, na Califórnia.

Numa mensagem publicada na quinta-feira na rede social X, acompanhada de uma fotografia que mostrava as duas, a mãe disse que se tinha juntado a ela.

Biden, de 81 anos, disse que o trabalho de Navalny “continuará através daqueles que, na Rússia e em todo o mundo, o choram e lutam pela liberdade, democracia e direitos humanos”, segundo o comunicado da Casa Branca.

A Casa Branca publicou duas fotografias da reunião. Uma mostra Joe Biden a abraçar Yulia Navalnaya. A outra mostra o Presidente norte-americano rodeado pelas duas mulheres.

Antes do encontro, os Estados Unidos defenderam que a mãe de Navalny “deve poder recuperar o corpo do filho e dar-lhe a homenagem devida”, disse hoje John Kirby, porta-voz da Casa Branca.

“Os russos devem entregar-lhe o filho”, disse Kirby, depois de a mãe do opositor russo ter acusado os dirigentes russos de a “chantagearem” para lhe fazer um funeral secreto.

Numa mensagem vídeo gravada a partir da cidade de Salekhard, no Ártico, Lyudmila Navalnaya informou hoje que lhe foi permitido ver o corpo do filho na morgue da cidade e que reafirmou na mesma ocasião a exigência para que o corpo de Navalny fosse entregue à família.

“Estão a chantagear-me, ao estabelecer as condições sobre onde, quando e como o meu filho deve ser enterrado”, denunciou Lyudmila Navalnaya, dizendo que as autoridades russas querem avançar com um funeral secreto, “sem uma cerimónia de despedida”.

Segundo Lyudmila Navalnaya, as autoridades já apuraram a causa da morte e “todos os documentos legais e médicos estão prontos”, tendo a equipa do opositor do Kremlin (presidência russa) referido que a causa da morte está descrita como “natural”.

A família de Navalny, que inclui ainda Zakhar, de 15 anos, pretende que o corpo do opositor seja entregue, tendo Lyudmila Navalnaya apresentado uma ação na quarta-feira num tribunal de Salekhard, perto da prisão onde o filho morreu.

Lyudmila Navalnaya contestou a recusa das autoridades em libertar o corpo, segundo a agência de notícias estatal russa TASS, que acrescentou que uma audiência, à porta fechada, foi marcada para o próximo dia 04 de março.

As tentativas para recuperar o corpo começaram no dia após a morte do seu filho, altura em que era desconhecido o paradeiro do corpo.

Alexei Navalny morreu aos 47 anos, numa prisão do Ártico, onde cumpria uma pena de 19 anos. Os serviços penitenciários da Rússia indicaram que Navalny se sentiu mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência. Destacados dirigentes ocidentais, a família e apoiantes do opositor responsabilizam Vladimir Putin pela sua morte.

Putin fará discurso do Estado da Nação a 29 de fevereiro

A intervenção de Putin será a apresentação do seu programa eleitoral para as presidenciais que acontecem entre 15 e 17 de março, nas quais concorrerá à reeleição para um quinto mandato de seis anos.

O jornal ‘Kommersant’ sublinhou que o discurso de Putin se concentrará na campanha militar na Ucrânia; na defesa da soberania da Rússia, tanto política como tecnológica; no desenvolvimento económico e nos assuntos sociais.

O Presidente russo dará especial ênfase à necessidade de aumentar as taxas de natalidade, nomeadamente porque o exército russo perdeu centenas de milhares de homens na guerra, segundo a NATO.

A economia russa cresceu 3,6% no ano passado, segundo as autoridades da Rússia, embora a inflação oficial ultrapasse os 7% e o preço do cabaz de alimentos básico tenha disparado nos últimos meses.

Putin, que 79% nas pesquisas de intenção de voto, fará o discurso perante o Parlamento federal duas semanas antes das eleições presidenciais.

A Comissão Eleitoral Central registou a candidatura de Putin e de outros três candidatos de partidos com representação parlamentar, cuja popularidade não ultrapassa os 4%.

No entanto, a Comissão recusou-se a registar como candidato Boris Nadezhdin (do partido Iniciativa Cívica, contra a guerra na Ucrânia), concorrente que 10 e 20% dos votantes estariam dispostos a votar, segundo as sondagens.

Além disso, cinco dias antes da intervenção do Presidnete, será assinalado dois anos de guerra na Ucrânia, que teve início com a invasão russa a 24 de fevereiro de 2022.

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