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Governo corrige situação de enfermeiros que ficaram sem contagem de pontos

  
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Governo corrige situação de enfermeiros que ficaram sem contagem de pontos

O Sindicato dos Enfermeiros adianta, em comunicado, que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) enviou no início do mês às diversas entidades da Saúde esta determinação numa comunicação, à qual o SE teve acesso, ainda que de forma não oficial.

“Depois de variadíssimas intervenções, o Sindicato dos Enfermeiros viu finalmente reconhecido o direito de progressão dos enfermeiros que tinham transitado para a categoria de enfermeiro especialista por força de concursos realizados após 01 de dezembro de 2005”, salienta.

O presidente de SE, Pedro Costa, afirma que muitos enfermeiros “foram ultrapassados nas posições remuneratórias por colegas que, nesses concursos, não tinham acedido a uma categoria superior” com a aplicação do Decreto-lei n.º 80-B/2022, que visou o descongelamento da avaliação de desempenho.

Na prática, o que sucedia é que os enfermeiros que tinham transitado para uma categoria superior nos concursos realizados após 31 de dezembro de 2004 “viam a contagem de pontos para efeitos de avaliação de desempenho regressar a zero”, explica.

Ao serem descongeladas as avaliações de desempenho, “os enfermeiros que não tinham progredido para uma categoria superior nesses concursos, acumulavam mais pontos e, por isso, ficaram melhor posicionados e com uma remuneração superior” após a aplicação do decreto-lei.

O que a diretiva da ACSS agora vem dizer, explica Pedro Costa, “é basicamente aquilo que o Sindicato dos Enfermeiros defendeu nas várias reuniões com o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre: os enfermeiros que progrediram de categoria por concurso após 31 de dezembro de 2004 devem ver contados os pontos anteriores a essa data para efeitos de progressão na avaliação de desempenho”.

“Repõe-se assim a justiça social”, salienta Pedro Costa, recordando que “os colegas, apesar da maior diferenciação técnica na carreira, foram ultrapassados por outros com menos diferenciação por força de alterações legislativas e, sobretudo, do decreto-lei que descongelou a avaliação de desempenho”.

Pedro Costa salienta que esta situação gerou “um enorme mal-estar na classe”, sobretudo nos enfermeiros que investiram numa formação pós-graduada.

Além da aplicação aos enfermeiros especialistas, esta normativa deverá também ser aplicada aos enfermeiros-chefes e aos enfermeiros supervisores que progrediram de carreira após 31 de dezembro de 2004, “bem como a todos os enfermeiros a que cometida, em exercício de funções, a formação em serviço por um período de três ou mais anos”.

“Em todos os casos em que, por força da aplicação do Decreto-lei (…) tenha havido uma inversão de posições remuneratórias, a situação terá de ser corrigida”, defende Pedro Costa, lamentando que tenha sido necessário “mais de um ano e um período eleitoral para finalmente o Ministério da Saúde compreender o erro cometido”.

Pedro Costa recorda que há outras reivindicações que devem ser atendidas com urgência, entre as quais “a conclusão da negociação do primeiro Acordo Coletivo de Trabalho dos Enfermeiros, parada desde 2017”.

Como estão as famílias que perderam tudo nas chuvas do Litoral Norte de SP

Um ano após tragédia de São Sebastião, vítimas da chuva lutam por recomeço

A tragédia das chuvas em , Litoral Norte de São Paulo completa nesta segunda-feira (19). A enchente destruiu ruas, casas, e, - .

O voltou a para reencontrar as vítimas e saber como elas estão reconstruindo a vida, em meio a tantas perdas. Veja no vídeo acima.

Algumas das vítimas da tragédia são o Levy, de 10 meses, neto da Dona Ângela; a Neusa e o Mário, pais do Márcio; e a Jay, filha de Dona Domingas.

Em casa, Domingas não sai de perto do retrato da filha. "Quando eu eu vou comer alguma coisa, ou tomar até um café mesmo, eu fico olhando. Eu fico chorando. Não, como não".

Veja como estão as famílias que perderam tudo nas chuvas que deixaram dezenas de mortos no Litoral Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

A casa dela ainda está interditada, mas Domingas segue morando na Vila Sahy, como outras cerca de 50 famílias que não quiseram ir para a moradia popular oferecida pelo estado. É o caso do João, representante dos moradores.

"A gente não saiu porque aqui a gente construiu nossa família, aqui nós temos uma vida. E a gente sabe que com tudo isso que está sendo feito, essas drenagem, contenções, barreiras e isso nos dá uma segurança, entendeu? Eu acho que jamais vai acontecer o que aconteceu novamente. A maioria não tem interesse em sair daqui", afirma João Bosco, eletricista.

João também diz que a maioria das pessoas não têm o interesse de sair do local. "Sinto seguro na minha casa, entendeu? Como outras pessoas também se sentem, né?", pontua.

Veja como estão as famílias que perderam tudo nas chuvas que deixaram dezenas de mortos no Litoral Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

'Hoje elas correm risco, mas estão mais seguras', diz o governador de SP

À reportagem, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, falou sobre a segurança das pessoas que continuam vivendo na região da tragédia. Apesar de reconhecer que existem riscos, ele cita avanços que foram feitos para garantir a segurança.

"Hoje elas correm risco, mas estão mais seguras porque foi feito o treinamento. A gente melhorou a previsão, tem o radar meteorológico, tem a sirene. A sirene toca e as pessoas já sabem o que tem que fazer e, neste momento, a gente está fazendo as estruturas de contenção e as estruturas de drenagem, além da recomposição é da vegetação naqueles locais que foram atingidos ano passado", afirma.

Em alguns pontos de deslizamento foram colocadas mantas de fibra de coco que impedem o deslocamento do solo e ajudam no crescimento da vegetação. É uma cobertura imensa. Uma delas, por exemplo, foi instalada pra proteger justamente um dos morros que cercam a Vila Sahy - e com isso garantir um pouco mais segurança aos moradores.

Veja como estão as famílias que perderam tudo nas chuvas que deixaram dezenas de mortos no Litoral Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta segunda (19), um conjunto habitacional próximo ao local da tragédia deve ser entregue, mas mesmo com imóvel mobiliado e sem custos, grande parte da população resiste em se mudar.

"Não está adiantando a gente montar um projeto tal, está aqui o projeto pronto, tem esse imóvel, esse imóvel é assim, eu quero abrigar vocês aqui. Não, a gente vai ter que agora construir algo com eles e ouvi-los", completa o governador.

Enquanto isso, na Vila de Passagem, residência temporária para desabrigados em , ao menos 58 famílias ainda esperam encaminhamento para um lar definitivo.

“Previsão eles não deram. Ninguém sabe o que é passar o dia inteiro numa célula com 18 m2, sem ventilação”, diz a dona de casa, Jessica de Jesus.

O Siodamare Alves, que perdeu a perna em um acidente anos atrás, era caseiro de um imóvel que foi interditado após a chuva de 2023. Atualmente ele mora em um cômodo só e um banheiro. "O que me incomoda é este espaço aqui que aqui é quente. É uma prisão", diz o caseiro.

A CDHU, Companhia Estadual de Habitação, diz que todos que vivem no local terão moradia definitiva, mas não deu prazo. Informou também que Siodamare deve ser chamado nos próximos dias para se habilitar à mudança.

Veja como estão as famílias que perderam tudo nas chuvas que deixaram dezenas de mortos no Litoral Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

A reconstrução da vida em meio a tantas perdas

O passou duas semanas no Litoral Norte e visitou as áreas mais atingidas pela tragédia.

As câmeras da casa do Seu João registraram a cronologia da chuva, que começa na noite do dia 18 de fevereiro. Horas depois a água chega a baixar, mas volta com força na madrugada. E o morro vem abaixo arrastando tudo.

João conta que levou 15 dias para limpar a casa que ficou coberta de barro, água e entulho. "Foi luta", afirma.

Ângela Maria de Oliveira perdeu a moradia toda. "Foi dando para 2 horas para frente a casa começou a cair as vizinhanças. Aí ouvia os gritos, 'me ajuda', 'me socorre'. Não tinha como socorrer", diz a faxineira.

O neto Levy, que estava em seu colo quando ela caiu e quebrou o pé, acabou escapando de seus braços na enxurrada. Ele não resistiu.

"Graças a Deus eu sou forte, muito forte. Não é fácil, mas eu sou forte", afirma.

Veja como estão as famílias que perderam tudo nas chuvas que deixaram dezenas de mortos no Litoral Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Hoje, Ângela vive em um conjunto habitacional a uma hora de viagem da Vila Sahy. No mesmo ônibus que Ângela usa para fazer o transporte, a reportagem encontrou Cristiam e Miriam - a mulher diz que eles perderam a nora, o filho e a neta de 2 anos.

Márcio Oliveira também perdeu familiares soterrados, teve a casa totalmente destruída. Ano passado o acompanhou o sofrimento do zelador durante as buscas. “Só no quintal de casa foram 7 vítimas”, relembra.

A equipe do também reencontrou Renata – que ajudava nas buscas na época. Ela relata que depois de dois meses da tragédia ficou muito mal. “Tive choque pós traumático depressão e ansiedade”, diz. Ela voltou a trabalhar em dezembro e as duas filhas dela se mudaram em dezembro, com medo de novas tragédias.

Veja como estão as famílias que perderam tudo nas chuvas que deixaram dezenas de mortos no Litoral Norte de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

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